terça-feira, 10 de junho de 2008

Existem Direitos Humanos para humanos direitos?

Lembro de minha época de menino em que brincava na rua de casa, tranqüilo, com meus amigos de infância. As brincadeiras eram muitas, a exemplo de “pira-maromba”, “pira-mãe”, “pira-cola”, “pira-lata”, “garrafão”, “queimada”, entre outras... Naquela época não tinha noção do que realmente era a violência... Para mim violência se resumia em grupos de moleques, de gangues, uma de cada lado, atirando pedras e paus uns nos outros, cena comum a qualquer bairro das periferias das grandes cidades. Hoje em fim descubro da pior forma possível, um novo conceito de violência: Pessoas agredindo pessoas, preconceito sexual, religioso e de cor, roubos à mão armada, pais jogando filhos pelas janelas... Uma realidade muito mais triste do que eu realmente achei que fosse.
Ontem tive a triste experiência de ter minha casa invadida por dois elementos armados. O fato ocorreu por volta de 21 horas. Estávamos em casa minha mãe e eu... Eu na sala e ela em outro canto da casa vendo novela. Os meliantes invadiram minha casa, me rederam e começaram a revirar tudo o que podiam. É uma sensação horrivelmente traumática você ficar sob a mira de um revólver vendo pessoas totalmente desconhecidas revirando seus bens pessoais, bens esses que você lutou honestamente pra conseguir. A sensação que me deu na hora foi como se eu fosse um nada, um ninguém... No momento apenas uma coisa me vinha à cabeça: Minha mãe não notar o que estava acontecendo. Minha mãe, quando fica nervosa, sente fortes dores no peito e começa a passar mal. Quando eles estavam se dirigindo ao local que ela estava, implorei aos mesmo que não fizessem isso porque minha mãe estava lá e sofria do coração, podendo ter uma crise cardíaca pelo susto. Num momento de humanidade, eles me ouviram e respeitaram meu pedido. Levaram um computador, uma impressora multifuncional, certa quantidade de dinheiro e bolsas com documentos. O que nos deixa triste não é a perda material, e sim a sensação traumática causada por um acontecimento assim, de ver pessoas desconhecidas te apontando uma arma no local o qual você acreditava que era o mais seguro, a sua própria casa.
Agora finalmente vi que não temos mais segurança é lugar nenhum e que o crime está se organizando cada vez mais e tomando conta dos locais que deveriam sem controlados pela polícia, a fim de oferecer segurança à população.
É triste ver tudo aquilo que levamos anos pra construir, às custas de muito sacrifício e luta, ser profanado por pessoas armadas, que levam seus pertences e vendem a preço de banana, muitas vezes pra comprar drogas.
Sou um cara de origem pobre, mas que sempre se dedicou aos estudos e consegui cursar uma faculdade pública e me formar, a fim de conseguir uma vida melhor pra mim e minha família. Hoje estou aqui, traumatizado, triste, humilhado, e pergunto: Onde estão os Direitos Humanos pra me socorrer e orientar? Pra mim, que sou um cidadão de bem, os Direitos Humanos não existem. Mas se a polícia pegar os meliantes que fizeram toda essa barbárie em minha casa, os Direitos Humanos vão aparecer na hora para assegurar o bem-estar de pessoas que roubam e matam cidadãos de bem. O nome não deveria ser Direitos Humanos, e sim, Direitos dos Manos, pois só eles são os beneficiados. Sou a favor da pena de morte, sou a favor de policial matar bandido, sou a favor dos países internacionais que punem ladrões tirando-lhes as mãos, sou a favor da segurança pública, da liberdade e da paz. Espero um dia, poder ver toda essa escória sendo metralhada um a um. Posso até parecer duro em minhas palavras, mas é o que eu realmente quero. Cansei de fingir ser o bonzinho e achar que todos merecem uma segunda chance... Só se for segunda chance pra matar os outros! Odeio a Constituição Brasileira. Odeio o Código Civil Brasileiro. Graças a eles, o Brasil está do jeito que está.
Sou apaixonado por minha cidade. Sou apaixonado por Belém do Pará. Mas enquanto eu não me sentir seguro andando nas ruas de minha cidade, o que eu mais quero e viver bem longe daqui, porque a situação da violência urbana em que se encontra Belém, está alcançando índices incomensuráveis, onde os únicos prejudicados somos nós, os cidadãos de bem.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Aprendendo com os erros?

É incrível como o tempo passa e não conseguimos aprender com os nossos próprios erros... Vocês conhecem a história de Midas? Midas era um rei, filho de Górdio, um camponês que foi feito rei pelo povo. Certa vez, o mestre e pai de criação do deus Baco, Sileno embriagou-se e se perdeu. Foi encontrado pelo rei Midas que o tratou muito bem, oferecendo banquetes e cuidando dele. Baco resolveu presentear Midas, oferecendo a ele a oportunidade de escolher uma recompensa. O que Midas escolheu foi o poder de transformar tudo que ele tocava em ouro, assim, seu pedido foi atendido, porém Sileno ficou um pouco contrariado pois achou uma péssima escolha. Midas foi feliz, transformando tudo em ouro e riquezas, até o momento em que ele percebeu que não podia mais comer, pois toda comida e bebida que ele pegava ou engolia se transformava em ouro. Midas passou a odiar seu poder e pediu a Baco para livrá-lo daquela situação. Baco atendeu ao pedido e disse para Midas se lavar em um riacho e assim, acabar com o seu poder. Midas então se livrou daquilo e passou a ser um camponês, a odiar as riquezas e a adorar o deus Pã. Certa vez, Pã desafiou Apolo para uma disputa, queriam ver quem produzia a melhor música, e para isso, chamaram o deus Tmolo para julgar. Apolo venceu a disputa com a aprovação de todos, menos a de Midas, que apoiava o deus Pã, assim, Apolo puniu a Midas colocando nele orelhas de asno.
Hoje eu machuquei uma pessoa muito querida para tentar ajudar a outra também tão querida quanto, e como em outras vezes no passado, acabei fazendo uma grande bobagem. As vezes tenho dúvidas a respeito de meu conceito de justiça... Ou ele deve estar muuuito errado ou as pessoas é que estão. Será que pra tentar ser justo (Ainda que de forma equivocada), eu necessariamente sou obrigado a ferir alguem? A trair a confiança de alguem? Nossa! Estou me sentindo a pior das pessoas, um ser desprezivel... estou extremamente envergonhado. O que eu queria agora era sumir, desaparecer, ou simplesmente voltar no tempo... Infelizmente não posso, e o que me resta agora é apenas pedir perdão e tentar não repetir os mesmos erros. Só tenho que me conformar agora com a falta de confiança, com o desprezo e com a frieza... E porque nao, término da amizade? Já que a amizade é uma obra edificada usando a confiança como base. Não existindo confiança de uma das partes, a base se enfraquece e, consequentemente, a amizade é abalada. Mas fazer o que, se tou colhendo o que plantei... Contei a história do Rei Midas porque é assim que me sinto. Eu tenho o don de destruir tudo que toco! ='(

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Amor


Olá buenos y buenas!

Ontem não postei porque passei o dia com cólicas renais. As malditas (Como diria a grande Regina Duarte) começaram logo após o almoço. Curti essa dor (Que está entre as piores do mundo junto a dor de dente, de cotovelo e a de corno) ate umas 3 da madrugada, sendo que nesse horário fui pra urgência da Unimed, onde fui medicado e fiquei em respouso tomando soro até as 5:30 da manhã. Nossa! Não vejo a hora dessas malditas serem dinamitadas, mais uma vez citando uma frase da Regina.

Hoje falarei sobre o amor.
Em primeiro lugar, quem verdadeiramente ama, nunca se preocupa em ser amado.
O amor não faz exigência de nenhuma espécie, não impõe condições, não traça normas, não cobra retorno.
Aquele que reclama de sacrifício e renúncia desconhece o que é amor.
O amor é devotamente extremo, entrega absoluta, abnegação completa, doação desinteressada.
Por enquanto, amamos muito mais a nós mesmos do que ao próximo. Isso é egoísmo.
Aprendamos a ceder de nós mesmos renunciando aos nossos interesses pessoais.
Exercitemos o desprendimento.
Busquemos das alegria ao invés de nos colocarmos na expectativa de recebê-la.
Não esperemos que os outros girem na órbita de nossos caprichos, à afeição de satélites em torno do sol.
Não nos esqueçamos de que o amor não é uma algema que escraviza, mas sim um laço consentido parte a parte.

Um forte abraço a todos!

Marlon Saldanha.

sábado, 24 de maio de 2008

Solidão

Olá amigos!
Ontem por volta das 15 horas comecei a sentir fortes cólicas renais, que perduraram até por volta das 19 horas. Essas crises estão aparecendo com mais frequência, e pelo visto, não conseguirei escapar de uma futura cirurgia. Dou graças a Deus que tenho minha família perto de mim agora, os quais sempre cuidam de mim e ficam do meu lado nesses momentos. Fico pensando quantas pessoas nesse mundo não tem o mesmo. Quantas pessoas nesse mundo estão rodeadas de luxo, de dinheiro, de poder, mas se sente solitário, sem poder contar com ninguêm.
Motivado por essas questões, falarei hoje de solidão.
A rigor, apenas os egoístas se sentem sós.
Os altruístas jamais se sentem abandonados, mesmo quando não tenham encontrado ainda uma companhia.
Quem é solidário desconhece a melancolia, a depressão, a angústia, a falta de alegria de viver.
Muitos se queixam de solidão, apesar de estarem rodeados por dezenas de pessoas; estes são os que ainda não aprenderam a sair de si mesmos.
Os solitários, quase sempre, são os que desejam a felicidade exclusivamente para si.
Aqueles que tomam a iniciativa de amar nunca se sentem desamados.
A vida é uma troca constante: quem espere receber algo, deve doar aos outros o que deseja ter de volta! Afinal, quem não semeia desconhece as alegrias da colheita.
É claro que a solidão pode ser uma prova para cada um, mas toda prova existe para ser superada.
Quando a solidão nos faz sofrer, devemos tentar ser mais úteis aos nossos semelhantes. E se, porventura, servindo o próximo em alguma tarefa de beneficência, ainda nos sentirmos sós, isto significará que precisaremos aumentar a nossa cota de tempo no trabalho desinteressado aos que sofrem. Solidão é sinônimo de mãos desocupadas e alma vazia de ideal.

Um super beijo a todos e votos de um excelente fim de semana!

Ah! Eu pensei colocar uma imagem representando a solidão, mas em cima da hora decidi não fazer isso, e colocar a imagem que representa bem o trabalho voluntário. O Grupo Doutores da Alegria realizam atividades nos hospitais do Brasil inteiro, levando alegria aos pacientes internados, contribuindo assim pra sua recuperação. Muito lindo o trabalho desse grupo.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Paciência



Olá amigos!
Noutro dia li um desabafo em um blog de um amigo muito querido, e me senti inspirado a fazer os meus também.
As vezes nós nos sentimos entalados, com a necessidade de colocar pra fora, tudo aquilo que esta nos fazendo mal, porém, em um mundo despido de ternura e amor, se torna difícil encontrar pessoas que estejam dispostas a te emrprestar alguns segundos da vida pra te escutar.
Entao esse blog tem como objetivo servir de válvula de escape e espero que todos vocês apreciem o mesmo.
Aqui falarei de coisas diversas que me agradam ou me deixam triste. E hoje começo falando da PACIÊNCIA, coisa que anda em falta nos últimos dias.
Podemos dizer que a paciência é a virtude sobre a qual se alicerçam as demais.
Para nos convercermos do valor da paciência, basta-nos-á refletir sobre os efeitos da impaciência.
A paciência é a força que, por si só, remove muitos obstáculos no caminho.
Quem se controla emocionalmente evita problemas que, às vezes causados num minuto de cólera, exigem anos para serem solucionados.
O homem paciente, acima de tudo é um sábio, porque conhece o poder transformador que somente o tempo possui sobre todas as coisas e todos os seres.
A paciência é o antídoto contra o desequilíbrio.
Tudo é obra silenciosa e paciente do tempo. Quantos séculos a imensa floresta levou pra se formar? Quantos milênios as leis da vida gastaram pra elaborar o corpo humano?
Não nos atrasemos na marcha que empreendemos à procura da felicidade, mas também não nos apressemos em excesso.
Saibamos dimensionar os próprios passos, para que não tropecemos nas pedras de nossas limitações.
Segundo a bíblia, há dois mil anos, Jesus espera que o homem aceite o evangelho no coração, mas nem no momento da cruz esteve Ele de braços cruzados!
Não nos esqueçamos de que o poder transformador do tempo apenas se iguala ao poder transformador do trabalho.

Um grande abraço a todos!